Feliz 2010!
Fim de dezembro, tradicional época de reflexões, votos, promessas, etc. Acho a parte do “balanço mental” muito valorosa, quando a consciência avalia nossa identidade, acima dos valores do ego. Ano passado, escrevi um monte de baboseiras, apaguei tudo e citei apenas alguns vídeos da categoria “despertadores”. Admito meu lado instrospectivo, e novamente guardo minhas filosofias. Mas prometo que no próximo fim de ano eu escrevo! :-)
A todos que compartilharam grandes momentos comigo em 2009, e aos que pela distância ficaram na saudade, deixo os meus votos de muitas novas vivências por paisagens desconhecidas, belas amizades compartilhando memórias inesquecíveis, humildade e simplicidade, generosidade e atitude, aprendizados transformadores… enfim, momentos humanos, intensos e verdadeiramente sinceros! São alguns grandes valores que desejo a todos nós!!
Aquecimento mitológico
Aproveitando o raro ócio de fim de ano, escrevo uma notinha a respeito dessa ladainha do aquecimento global antropológico (provocado pelo homem), e junto a isso um equivocado apelo de culpa, que preenche a ideologia de resistência em milhares de indivíduos por aí afora. Afinal, ser eco-friendly e condenar a humanidade pelo “fim”, está mais na moda do que nunca.


Cuidado com o que vc lê por aí: 30 anos atrás, queriam derreter as calotas polares para resolver uma suposta era glacial. Hoje, querem cortar o CO2
Já que um lado da moeda encontra-se amplamente informado (inundado) pela coerciva mídia, por um exército de ativistas ecológicos radicais e até pelo “ex-próximo” presidente dos EUA, listo algumas referências do outro lado (também referido como “cético” ou “deniers”), para ajudar você a formar a sua opinião a respeito:
Discurso do professor (Dr.) Molion, o cara que mais manja de metereologia em nosso continente
Blog Mitos Climaticos, escrito pelo mestre em climatologia Rui Moura
Filme “The great Global Warming Swindle”
Alex Jones (aquele do Waking Life) sobre Copenhagen, o escândalo do Climate-Gate, entre outras “conspirações”
Lembremos que a ciência não é democrática. Se valesse sempre o que a maioria pensa, viveríamos em um planeta achatado cujos males se justificam na vibe do diabo gritando “kmon” lá das profundezas do inferno.
Seja lá qual for o time que vc torce, não vista a camisa dos pessimistas exagerados e precavidos. O princípio da precaução pode custar caro, não somente em dinheiro. Um exemplo: em 91, uma catastrófica epidemia de cólera surtou no Peru, após resolverem cortar o cloro do tratamento de água afim de “evitar” câncer, graças à repressão internacional. Foi este tipo de campanha que fez o fundador do Greeenpeace abandonar o barco.
Viva o progresso e a loucura!
Saúde! Gezondheid! Banzai!
Se tiver de saco cheio daquela Cidra Cereser :-] no ano novo, brinde com uma cervejinha! Para ajudar a desmarginalizar esta nobre bebida, aqui vai minha lista pessoal de sugestões: qualquer uma acima da nota 7 é satisfação garantidíssima. (os links te levam ao beerseek, aplicativo do Facebook)
ps: aproveito esta voz em meio a blogosfera para reforçar o coro de indignação com a ausência da cerveja especial de Natal da Eisenbahn neste ano. A Weinachts Ale é uma das minhas prediletas da cervejaria. Já é difícil lançar breja boa no Brasil, onde encrencam até com o nome (sem falar das dificuldades fiscais/tributárias). Aí a Xixicariol aborta as sazonais de fim de ano da Eisenbahn e da Baden Baden?
Sampa days
Faz tempo que gostaria de registrar a minha opinião sobre São Paulo, 5 anos após deixar de ser morador daquela cidade e virar um visitante “quase-turista”.
Dá saudades:
- A gastronomia da cidade, onde pode-se comer desde comida da Mongólia, até as melhores pizzas do planeta. E seguindo uma indicação de amigo, percebi que ainda é possível comer e beber bem em SP, a preços justos!
- Bom atendimento (vc só irá sentir falta disso depois de conhecer o ‘refinado’ atendimento ao cliente do RJ)
- Vida noturna: se vc é playboy, punk, metaleiro, sadomasoquista, ou etc., irá encontrar uma opção em Sampa, de segunda a segunda.
- A mistureba cultural que só temos acesso “físico” nas maiores cidades do mundo.
- Ginásios de escalada.
Não suporto:
- Primeiro lugar disparado, o trânsito 24/7, sem soluções. Centenas de milhares de horas de nossas vidas jogadas no lixo. Se chover então, multiplique isso pelo número de enchentes. Congestionamentos épicos dignos de cidade grande… só vi pior em Bangkok, onde os semáforos demoram 5 minutos e os thais esperam horas com um sorriso no rosto.
- Urbanismo fechado da cidade. Devido à falta de segurança, poucas áreas verdes, praças habitáveis, etc., é tudo trancado a portões altos beirando calçadas estreitas, vc sai de dentro de um lugar e corre pra dentro de outro. Pouca coisa é “pra fora”. Paredes sempre te cercando. Sinto falta de lugares abertos. Isso se reflete claramente na personalidade do paulistano, povo fechado. As multidões que caminham nas ruas estão atrasadas pra algum compromisso, ninguém com tempo pra parar e sorrir. Se vc esbarrar em alguém, vão te responder educadamente “perdão” com um semblante sério no rosto. Uma polidez robótica e impenetrável. Tenho dó das crianças que crescem nesta cidade!
- Poluição. Perceptível logo ao chegar, já nas vias periféricas da cidade. Pior ainda pra quem tem rinite alérgica, como eu.
- Os horizontes quadrados. Pois é, olhar pro “infinito” e só enxergar cimento e concreto é deprimente.
Interessante que listei mais coisas boas do que ruins, porém desenvolvi mais as ruins. Vamos ver como eu olho pra isso daqui uns tempos…
mixtape #28
Agora sim, a última fita do ano. Presentinho de Natal :-)
Pode tocar isso na véspera, que suas tias vão soltar a franga na sala de estar! A versão “surf-a-billy” do Poderoso Chefão é de endoidar…
Skeewiff – Delta Dawn
Joy Division – Isolation (Overcooked Edit)
Devo – That´s Good
Hypnotic Brass Ensemble – Sri Nerodi
DJ Twister – Flo Rida vs Rick James (mash-up) – Super Low
Chromeo – Call Me Up
The Million Dollar Orchestra – Get It Boy
The Grits – Crazy Legs
Waldeck – Midsummer Night Blues
New Order – Crystal (Clockwork Remix)
Satans Pilgrims – The Godfather
—x—
Hypnotic Brass Ensemble: imagina vc entrar no metrô e se deparar com uma jam dessas?
O retorno das fotos comentadas
Não, ainda não desisti desta idéia! Como houve algum retorno positivo, volto a compartilhar minhas experiências fotográficas. É tudo uma questão de tempo para que eu possa escrever essas coisas…
As duas imagens acima mostram o mesmo local (o clássico bloco do Rala Peito na Urca, RJ), em circunstâncias similares de luz ambiente, e foram fotografadas com a mesma câmera. Qual a diferença então?
Acertou quem pensou em um flash. Acertou mais ainda quem pensou em “off-camera flash”, ou seja, luz artificial auxiliar sendo gerada de fora da câmera, mais precisamente na lateral esquerda da imagem, na altura do escalador. Um flash disparado a partir da câmera iluminaria demais a árvore, geraria sombras indesejáveis além de tirar um tom mais natural (afinal não enxergamos as coisas com uma luz solar saindo de nossas testas).
Na 2a. imagem, para compensar a ausência de flash e a pouca luz natural, foi forçada a sensibilidade ISO, o que acaba gerando um efeito colateral ruim, que é a granulação das tonalidades mais escuras. As poucas áreas de luz ficaram estouradas, evidenciando a dificuldade de se realizar uma composição ampla (enquadrando o belo shape do bloco e o contexto dentro da floresta) , onde temos diferenças de exposição a partir de 2 f-stops dentro da mesma imagem. Aí está um cenário de boa oportunidade para se explorar a luz auxiliar.
Gostaria de estimular vocês a experimentarem este mundo à parte. Uma ótima referência para começar, é o blog “Strobist”, que possui um curso introdutório super fácil de assimilar:
http://strobist.blogspot.com/2006/03/lighting-101.html
Lá você esclarecerá possíveis dúvidas iniciais pairando na cabeça agora: como a câmera disparou o flash remotamente? Como vc fixou o flash no local desejado? Como equalizou a temperatura da luz artificial com a luz ambiente? Temperatura?
Sem flashes, eu não conseguiria escurecer as partes “desinteressantes” desta foto
Bons “clicks” a todos!
Bazar (Vídeo)
Em tempo, um registro sobre o Bazar de Natal que rolou na Limite, no último sábado.
Mais do que no ano passado, fiquei feliz com a boulder session super eclética, mesmo que esta aconteça em 2 pequenos quartos sob um calor extremo. O espaço limitado tem pelo menos esta vantagem: a tal da “vibe” concentradíssima! Uma energia que não depende muito do lugar, mas sim do espírito coletivo de um grupo de malucos apaixonados pela mesma coisa, torcendo um pelo outro. Valeu!! Agradeço tbem pelo feedback positivo nos boulders, que estavam mais puxados desta vez, mas sempre focados na leitura criativa. Felizmente uma galera muito forte e animada compareceu. Mandaram muito bem…
Graças ao Rodrigo Carreira, que assumiu o apito por uns tempos, pude registrar algumas imagens aleatórias e fazer um “vídeo-lembrança”, sonorizado pelo Danúbio Azul de Johann Strauss :-)
Home is where the heart is
Em tempo:
- a torcida do mengão realmente faz jus à fama de maior do mundo :-)
- Boulder Mix Brasil com o Felipinho: não lotou como merecia mas, quem foi se divertiu e escalou pacas! Pessoalmente, antes eu nunca havia escalado no muro da Patrícia a não ser em campeonatos (com isolamento). Foi maneiro! Fiz um rápido registro: http://vimeo.com/8057132
- Bazar na Limite sabadão. Boulders futuristas e tridimensionais a partir das 18, até 21:30.
- Sobre o título do post, mais uma recomendação de filminho: o desenho Up, da Pixar. Uma melancólica e nostálgica história de um velhinho que, prestes a ser levado ao asilo, parte para a aventura que sonhou com sua esposa desde pequeno – uma viagem até a America do Sul (mais precisamente ao Monte Roraima). Bem feito, divertido e comovente em seus valores…
















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