L’Étranger – 85 days in Font
Recomendação de filminho.
Recentemente um inglês passou alguns meses em Fontainebleau e registrou tudo em vídeo. O resultado foi “The Outsider”, esse longa de quase 1 hora de bouldering em um dos locais mais tradicionais do mundo (com uma breve passagem na Suíça). Considerando as circunstâncias “caseiras” do filme, a edição ficou bacana, com direito a uma paródia inicial da série Heroes, sem falar da boa qualidade de imagem (2Gb, sugiro usar o torrent para baixar e VLC para tocar) e o principal: é grátis! Todo o trabalho liberado pra download, sendo possível fazer doações via paypal através do blog do autor.
Fontainebleau, foto por Cláudio Brisighello
Destaco: o filme mostra vários ultra-mega-clássicos da floresta. Pra você ter uma idéia, só o bloco do “Carnage 7B+” fica em um setor chamado “Bas Cuvier”, desenvolvido desde 1945!! É de arrepiar. Enfim, de ínicio o filme me deu essa impressão, demonstrando cadenas de problemas históricos naquele esquema bem objetivo, sem quedas nem detalhes de dificuldade dos mesmos. É uma boa referência para quem planeja escalar por lá. Conforme o filme avança, o grau sobe, chegando até 8B (V13), quando a história toma um rumo menos documentário e mais pessoal, mostrando esse lado humano e guerreiro do boulderista, lidando com muitos fracassos e frustrações, para um breve momento de vitória. Me lembrou o filme Stone Love, que foca menos nesse esquema de “super cadenas radicais” que vemos em diversos vídeos americanos, por exemplo. A trilha ajuda, e aproveito para colar aqui a letra de uma das músicas finais, rockzinho das antigas, cujo refrão soa como hino:
Everybody’s gotta live
And everybody’s gonna die
Everybody’s gotta live
Before you know the reason why
Link para o torrent: http://thepiratebay.org/tor/4308355
Link para o blog to autor: http://www.unclesomebody.com/blog
Link para o trailer: L’Etranger – 85 days in Font
Os caldos de minha vida – Adega da Velha
Gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência butequeira adquirida aqui no RJ, cidade berço do botequim tradicional. Já faz tempo que eu desejo me expressar em homenagem a esse “templo” do bem viver, mas para isto eu pretendo me dedicar com mais carinho em uma futura postagem, como se escrevesse uma carta a um melhor amigo. Já nesta ocasião falarei sobre um item famoso, que frequentemente pesa no estômago de butequeiros de carteirinha: o caldinho de feijão. Espero encorajar aos que nunca experimentaram, e também informar aos experientes sobre minhas preferências pessoais. Afinal eu devo tomar isso mais do que água mineral…
O caldinho de feijão não tem segredo, é simples de fazer em casa mas é quase uma heresia não consumí-lo em um ambiente apropriado. Encostar no balcão de um pé sujo, pedir um chopp, uma cachaça e um caldinho, é o meu “no. 1″, é a combinação que não vivo sem e tenho certeza que o dia que eu morrer e me enterrarem, é só regar um pouco na altura da minha barriga que lá nascerá um pezinho de feijão. Devo a ele toda a reposição proteica que meu corpo precisa após os treinos de escalada. Sem falar da quentura que ele me traz em dias de inverno, mas confesso que não o dispenso nem nos dias de verão insuportável aqui do Rio. Trata-se de um “peso-pesado”, mas o fato dele ser batido, facilita (ou dificulta menos) o processo digestivo devido a ausência das cascas. Não é a toa que tem uma papinha de bebês sabor feijão com beterraba que eu amo! Enfim, sou suspeito pra falar… mas não é por isso que curto qualquer caldinho por aí, pelo contrário, fico cada vez mais crítico conforme a experiência aumenta, e desta vez os convidarei para o caldinho de feijão de corda do Adega da Velha.
Adega da Velha, Botafogo – RJ
Particularmente, considero o Adega a melhor comida nordestina do RJ, mas disto falarei futuramente. Foi lá que experimentei pela primeira vez um caldinho feito com feijão de corda, grão que a grosso modo acompanha o “arroz-feijão” (baião de dois) dos nordestinos. É bem graúdo, maravilhoso. Ali no Adega o seu caldinho vem escoltado por uma farta “mini” porção de carne seca com nacos sequinhos e crocantes (mais manteiga de garrafa quentinha para “lubrificação/aromatização”), e torresmos sempre de boa qualidade (não aqueles que parecem sola de sapato dura). Como complemento, cebolinha picada e tirinhas de queijo coalho cru, que podem ser mergulhadas no copo americano para derreterem um pouco, junto ao caldo. Tudo isso pode beirar a demasia, portanto há a versão “simples”, que é a vista na foto, somente com o caldinho em si, que normalmente vem em consistência não muito grossa, o que pode desagradar a alguns apreciadores. Eu como cachaceiro “pos-graduado” não deixo de acompanhá-lo com uma boa cana, e felizmente no Adega temos opções de qualidade. Aliás este fator conta muito na avaliação geral, pois para mim um caldinho sem cachaça boa é como macarrão sem molho, um casamento desfeito. A harmonia que se dá quando revezamos goladas de cachaça com a quentura de um caldinho regado a azeite e gotinhas de pimenta, traz um resultado bombástico, pois aproxima os sensores gustativos e olfativos, ou seja, une nariz com boca e por um raro instante sentimos um furacão de sabores se apossar de nossos sentidos, muito foda isso!!
Fica aí a minha primeira recomendação.
Adega da Velha – Rua Paulo Barreto, 25 – Botafogo
EXPO!

Estou montando uma galeria fotográfica, a princípio focada no assunto da escalada, com o intuito de divulgá-la por aí afora (por isso as descrições estão em inglês). Também, foi uma maneira que encontrei de expressar melhor esse meu tesão intraduzível pela pedra.
Como não curto uma xenofobia, boto fé que o desenvolvimento (ex: modalidade esportiva) ganha muito com o intercâmbio internacional de ‘cadenas’. Exemplos dos mais longínquos não faltam, não citarei para evitar comparações competitivas, nem tenho eu pretensão alguma de botar uma ‘Barrinha’ no itinerário mundial de mutantes gringos… mas deixo aqui o recado:
http://www.yuri.com.br/claudio/EXPO
Conforme eu atualizar lá, aviso aqui. Agradeço a quem puder divulgar. Porém a atualização daquilo será lenta, pois não se trata de um fotolog. Neste caso eu uso o Flickr, cujas fotos eu mapeio no link abaixo:
Com vocês, a minha palavra.
Caríssimos,
Desde que me vejo no extremo oposto dos meus idos tempos de nerd jogador de Doom II via modem discado, uso o computador exclusivamente para trabalho (em demasia :-), e um pouco para o garimpo musical. Essa coisa de orkut, msn e muito menos blog, não me interessam muito.
Contradições à parte, sempre gostei de escrever, o que basicamente justifica esta inauguração do meu pseudo diário. Afinal, a última vez que eu dediquei tempo às palavras, que não fosse meramente em caráter informativo ou utilitário, foi em meu casamento. Depois disso eu fiquei muito feliz e conseqüentemente estacionei um pouco as minhas palavras. Eu particularmente, e acredito que muita gente por aí afora também, escrevo melhor quando a lágrima começa a verter e sai na ponta do lápis. Jamais formularia o texto do meu casório digitando num teclado em frente a uma tela de cristal líquido. Sinto falta disso, pois palavra é uma coisa foda, muito foda. Abunda mais que oxigênio. Poderia ficar homenageando ela aqui até encher o saco de todos vocês. Mas farei isso (encher o saco) gradativamente, por isso encerro aqui este primeiro post.
Obrigado pela visita!














