Finados
O feriadão por aqui foi tranquilo. Tijolado de rodar pelas estradas nas férias, ficamos no RJ onde eu pude reencontrar o granito e lembrar como é bom escalar neste tipo de pedra, principalmente se for na Barrinha! :-)
Fiz algumas fotos, mesmo que sem muita inspiração… aproveitei 10% do que tirei. Separei uma do Cesinha na Barrinha, Lágrimas de Sangue 10b. Falta pouco pra ele mandar um trem desses à vista. A foto eu tirei ancorado na Filezão, gostei de ter pego as mãos/pés/rosto do escalador e adoro essa fenda ao lado da via evidenciando a negatividade da parede, e toda aquela extensão abaixo dele (e ainda tem muita via pra cima e pra baixo da foto):
E aqui um ângulo menos usual, com o Cesinha entrando pra mandar a Migalhas Indecentes 9c sob chuva e muita neblina. Olhando para cima, ao lado do “segurador”, existe um espaço entre as árvores onde eu procurei enquadrar a silhueta do escalador:
De resto, não posso deixar de registrar que provei o Rolmops do Adega Pérola (uma espécie de sushi de português) e adorei, por que não fui comer isso antes? O local merece um post exclusivo, então depois eu escrevo uma homenagem…
abraços e boa semana a todos!
Shawarma e tchibum!
Neste sábado, graças à condução da Flávia, conhecemos um pouco da região de Jacarepaguá na zona oeste do RJ, mais precisamente os arredores da Pedra Hime. O local é um pouco mais distante e talvez por isso não tão frequentado, mas valeu muito a visita. A área pertence a uma das maiores florestas urbanas do mundo, o Parque Estadual da Pedra Branca (maior que a Floresta da Tijuca).
Felipe Dallorto da UEJ nos mostrou os psicoblocs e hoje eu entendo perfeitamente porque os espanholitos chamam aquilo de PSICObloc. A primeira vez que eu me vi lá em cima (leia-se depois de uns 10 metros), eu não queria mais pular, cair, subir nem sair de um descanso confortável. E desescalar não era mais possível pois eu tinha acabado de passar um lance delicado desses de “pé na mão com pinça escorreguenta” :-) Mas depois da 1a. vaca, naturalmente, vai fluindo melhor. Diversão garantida, mesmo sendo uma pedreira! Para quem for experimentar, o pico está cadastrado no Mapa de Escaladas – respeite os moradores locais por onde o único acesso é feito, e não use magnésio (a lagoa não tem vazão).
Eu, Naoki e Yuri aproveitamos para checar os vários blocos próximos do local, todos inexplorados. Escolhemos um tetinho bacana, e após uma boa limpa, betas e uma certa pressão de “pânceps”, saiu o Shawarma, sugerido em V6 / 8a, grau que pode variar conforme a sua envergadura. O nome foi inevitável após nos deliciarmos no provável melhor restaurante árabe da cidade. Depois de suar muito neste que era pra ser o boulder de “aquecimento”, nos rendemos à tentação de dar um tchibum nas águas da lagoa… taí uma ótima pedida para o próximo verão!
Naoki Arima se esticando todo pra buscar um abaolado - Shawarma V6?
Boa semana a todos!
ps: confira o relato do Naoki, com mais fotos, aqui.
Eisenbahn 5
Faz tempo que não registro estes posts, e nada como reativá-los com uma homenagem de peso, ou pelo menos o que é a cerveja mais lupulada do Brasil: a Eisenbahn 5, lançada em comemoração ao aniversário desta cervejaria de Blumenau, que faturou prêmio da revista Beers of the World (WBA 2008) na categoria Vienna Red Lager.
Lembrando que o lúpulo (hop em inglês) é responsável pelo amargor da cerveja, assim como parte do aroma. Esta cerveja é turbinada em lúpulos pois recebe uma adição extra pelo método de “dry hopping“, que a grosso modo, é como adicionar lúpulos após todo o “cozimento” da cerveja, muitas vezes realizado via saquinhos de nylon mergulhados como se fossem chás.
Portanto, a Eisenbahn 5 lembra bastante a escola inglesa de cervejas amargas como as IPAs ou bitter ales. Se você curte o estilo, esta é uma excelente pedida!
Havana – Anísio Santiago
Mais um “post-homenagem”.
Desta vez, como por obrigação, presto minhas honras ao que é por muitos considerado o melhor aguardente de cana do Brasil: a cachaça Havana, que durante alguns anos recentes levou o nome de seu produtor, Anísio Santiago, de Salinas/MG.
Em minha lembrança pessoal, tive muita expectativa ao experimentá-la pela primeiríssima vez alguns anos atrás, lembrando que uma dose deste líquido pode custar mais de 20 reais por aí afora. A primeira impressão, pressionada por um misto de ansiedade e respeito, foi sensacional, uma inédita invasão sensorial indefensável e emocionante. Algo que traz ao alcance de seu nariz os tonéis de bálsamo da distante fazenda Havana e seus canaviais, uma verdadeira viagem conduzida impecavelmente pelo exemplar hors concurs das cachaças, símbolo tradicional da cultura de nosso país.
Para complementar o pouco que escrevi, recomendo um post do caríssimo neto de Anísio Santiago, quem me enviou a garrafa fotografada por mim abaixo: Roberto Santiago.
Uma cuidadosa lembrança da última dose desta preciosa garrafa
‘Comida di Buteco’ RJ 2009 + Real Chopp
Para a alegria de nossas barriguinhas, está de volta ao Rio de Janeiro o festival Comida di Buteco! Uma “competição” em que nós, fregueses, só temos a ganhar – são novas e velhas tradições como o Rolmops (“sushi” de português do Adega Pérola) ou o lombinho com molho de tamarindo do Original do Brás (buteco vencedor do ano passado, conforme noticiado por aqui). Dá-lhe “baixa” gastronomia…

Aproveito para avisar que o Real Chopp (participante do festival), agora conta com cervejas Leffe, conforme se evidencia acima (escoltada pela cachaça “Engenho Doce” e uma porção de favas e pimentas biquinho :-). Isso mesmo, breja belga no meu botequim-segunda-casa de Copa. PQP! It doesn’t get any better than this!! :D
Um grande abraço a todos! E viva o botequim carioca!!
Eisenbahn Weizenbock
Mais uma das prateleiras brazucas e nossas brejas.
A Eisenbahn é uma cervejaria de Blumenau relativamente nova (5 anos, atualmente sob a batuta da Schincariol), mas já coleciona prêmios importantes, como a medalha de bronze para a sua Weizenbock, no European Beer Star Award de 2007, reconhecimento jamais recebido por uma cerveja sulamericana antes. Das criações dessa cervejaria, esta é uma de minhas preferidas, por isso estou registrando a “propaganda” (homenagem) neste post.
Existe uma organização internacional, a BJCP (Beer Judge Certification Program), que funciona como referência no que diz respeito a degustação e os mais variados estilos de cerveja. Lá podemos verificar um detalhado documento anual contendo informações (técnicas, sensoriais, etc) das Weizenbocks em questão:
Overall Impression: A strong, malty, fruity, wheat-based ale combining the best flavors of a dunkelweizen and the rich strength and body of a bock.
ABV:6.5 – 8.0%
A Eisenbahn Weizenbock pertence o mesmo estilo da famosa Erdinger Pikantus, por exemplo. Ou seja, no português claro: cerva escura de trigo, sem aquele amargor do lúpulo, porém as sensações doces são bem combatidas por um forte teor alcoólico (e se possível, um queijo azul/gorgonzola pra completar essa harmonia :-)
Saúde!!
Hoegaarden Witbier
Pra quem curte a famosa Erdinger, que anos atrás era a primeira cerveja “premium” a figurar nas prateleiras dos supermercados, ultimamente pode se deparar com a Hoegaarden, uma das belgas introduzidas pela Inbev/Ambev no mercado brasileiro. Felizmente, hoje em dia temos várias outras boas opções, inclusive nacionais. Então se você curte cervejas de trigo, esta é uma boa pedida para os dias de calor. É bastante refrescante: em sua receita tem cascas de laranja, perceptíveis no aroma e sabor.
Gezondheid, saúde!


















