Shawarma e tchibum!
Neste sábado, graças à condução da Flávia, conhecemos um pouco da região de Jacarepaguá na zona oeste do RJ, mais precisamente os arredores da Pedra Hime. O local é um pouco mais distante e talvez por isso não tão frequentado, mas valeu muito a visita. A área pertence a uma das maiores florestas urbanas do mundo, o Parque Estadual da Pedra Branca (maior que a Floresta da Tijuca).
Felipe Dallorto da UEJ nos mostrou os psicoblocs e hoje eu entendo perfeitamente porque os espanholitos chamam aquilo de PSICObloc. A primeira vez que eu me vi lá em cima (leia-se depois de uns 10 metros), eu não queria mais pular, cair, subir nem sair de um descanso confortável. E desescalar não era mais possível pois eu tinha acabado de passar um lance delicado desses de “pé na mão com pinça escorreguenta” :-) Mas depois da 1a. vaca, naturalmente, vai fluindo melhor. Diversão garantida, mesmo sendo uma pedreira! Para quem for experimentar, o pico está cadastrado no Mapa de Escaladas – respeite os moradores locais por onde o único acesso é feito, e não use magnésio (a lagoa não tem vazão).
Eu, Naoki e Yuri aproveitamos para checar os vários blocos próximos do local, todos inexplorados. Escolhemos um tetinho bacana, e após uma boa limpa, betas e uma certa pressão de “pânceps”, saiu o Shawarma, sugerido em V6 / 8a, grau que pode variar conforme a sua envergadura. O nome foi inevitável após nos deliciarmos no provável melhor restaurante árabe da cidade. Depois de suar muito neste que era pra ser o boulder de “aquecimento”, nos rendemos à tentação de dar um tchibum nas águas da lagoa… taí uma ótima pedida para o próximo verão!
Naoki Arima se esticando todo pra buscar um abaolado - Shawarma V6?
Boa semana a todos!
ps: confira o relato do Naoki, com mais fotos, aqui.
Velho companheiro de roubadas
Após literalmente entalar em um buracão no meio da estrada pra São Thomé das Letras
Eisenbahn 5
Faz tempo que não registro estes posts, e nada como reativá-los com uma homenagem de peso, ou pelo menos o que é a cerveja mais lupulada do Brasil: a Eisenbahn 5, lançada em comemoração ao aniversário desta cervejaria de Blumenau, que faturou prêmio da revista Beers of the World (WBA 2008) na categoria Vienna Red Lager.
Lembrando que o lúpulo (hop em inglês) é responsável pelo amargor da cerveja, assim como parte do aroma. Esta cerveja é turbinada em lúpulos pois recebe uma adição extra pelo método de “dry hopping“, que a grosso modo, é como adicionar lúpulos após todo o “cozimento” da cerveja, muitas vezes realizado via saquinhos de nylon mergulhados como se fossem chás.
Portanto, a Eisenbahn 5 lembra bastante a escola inglesa de cervejas amargas como as IPAs ou bitter ales. Se você curte o estilo, esta é uma excelente pedida!
mixtape #24
Don’t Joke with a Hungry Man – Spanky Wilson mostrando saúde e funk na veia
The Apples – Killing
Rage Against the Machine – Killing in the Name
Moscow Grooves Institute – 1/4 South Vietnam (Metro Mix)
Lack of Afro – Mongrel Strut
Quantic – Don’t Joke with a Hungry Man
The Haggis Horns – Naughty Buddha
Re:Jazz – Donaueschingen (Swell Session)
Tosca – John Lee Huber
Dutch Rhythm Combo feat. Joe Dukie – Venom (Dr Rubberfunk club mix)
Stanton Moore – Fallin’ Off the Floor
Five Fingers Of Funk – Stand Clear
The Herbaliser – Moon Sequence
Big Bad Voodoo Daddy – So Long, Farewell, Goodbye
—x—
Em tempo, é véspera de feriado, então juntei um punhado de ondas sonoras e mixei essa fita pra cair na estrada sem a menor chance de cair no sono :-)
Pegando gancho no último set, mais uma versão new-funk (The Apples) digna de palavrões… PQP! “Killing in the Name” é um clássico, o hino dos revoltados, uma espécie de “música-terapia” pra qdo vc estiver puto com alguém ou com alguma coisa ou qualquer emputecimento genérico: basta cantar junto com o Zack de la Rocha bem alto “FUCK YOU, I WON’T DO WHAT YOU TELL ME!!!!”
Quase 50min. de grooves alucinantes. RECOMENDO.
(Lembrando que para baixar, basta clicar com o direito no link acima e “salvar”)
Bom fim de semana pra quem fica, bom feriado pra quem vai…
Splinter
Esses dias ao ler um post no B3Bouldering (Jamie Emerson), me lembrei deste curta de 4min. da Slackjaw (produtora do filme “Hard Grit”) chamado “Splinter“.
É antigo, feito em um pequeno quarto, sem falar do inglês com sotaque “egípcio”. Ainda assim, gosto muito do filme e por isso compartilho aqui. Botei também na galeria do Escalada Café.
Trata-se de um problema realizado pelo escocês Malcolm Smith no underground de seu murinho caseiro, antes de fazer a histórica 2a. ascenção da Hubble 8c+. O cara curte treinar tanto qto escalar na pedra. A fotografia em preto/branco, a utilização de uma grua e a boa trilha do David Holmes ajudam na atmosfera.
Para alguns, pode ser um vídeo chato e sem sentido… pra mim, o “insight cultural” é profundo :-)
CORE Strength
Os 2 primeiros vídeos são de acrobatas de circo. Difícil não imaginar o quanto sofrem esses ombros e cotovelos…
O primeiro é de um francês que gosta de quebrar recorde do Guinness e aqui ele faz uma bandeira e puxa 11 barras:
Neste, o russo puxa uma barra seguida de handstand, com um braço. Bem dinâmico, mas ainda sim impressionante:
E neste último, tem um front-lever com um braço ao final do vídeo, mas o que achei incrível mesmo foi o system wall dessa “sala de tortura”, gigantesco, chega a ser um highball :-)
Bons treinos a todos, sem esquecer que a força nem sempre substitui a técnica…
Hatch / CG
Pra quem curte “efeitos especiais” em cenários impraticáveis sem a computação gráfica, esse vídeo da produtora Hatch (3 malucos que trabalharam, por exemplo, com Senhor dos Anéis e Matrix) é imperdível:
Itajubá – Festival do Sul de Minas
Neste último fds, mais uma viagem maneira, desta vez fomos respirar os ares do sul de minas e prestigiar o festival anual que rola em Itajubá. Felizmente, São Pedro colaborou abrindo uma janela no meio dessa frente fria molhada!
Foi apenas a minha 3a. visita, mas cada ida tem servido para reforçar minha opinião de que lá é um pólo de escaladas de excelente qualidade e com organização exemplar (lembrando que muitos picos estão situados em propriedades particulares). Seja a tua praia escalada esportiva, boulder ou tradicional, tem de tudo um pouco.
Como estive lá na Páscoa deste ano, desta vez fui com alguns objetivos mais específicos: o primeiro era provar a via Waimea 9b na Pedra da Piedade, uma aresta negativa que fiquei namorando na última vez, e realmente merece 5 estrelas conforme já ouvi dizer! Dei 2 pegas e na tentativa de cadena fui muito displicente ao atacar sequências erradas, e o excesso de imprevistos me esgotou lá em cima. O Naoki mandou muito bem, fazendo a via de segunda. A via merece muito ser revisitada, e com câmera em mãos, pois o local é super aéreo!! Recomendo demais!
O outro objetivo era o boulder Psyco, um V10 lá no sítio Paraíso (dos “Bordis”), sede do festival este ano. Este eu já havia experimentado anteriormente, e desta vez após uma noite bem dormida (regada ao melhor torresmo que comi este ano, diga-se de passagem :-), rolou a cadena, seguida do Naoki e ainda depois o Mury (Passa Vinte) abriu uma variante que inclui um longo dinâmico no agarrão do boulder “45″! Aliás, esta alma caiu do céu por lá, pois um beta precioso foi compartilhado. A cave deste bloco é “gringa”, lembra aqueles granitos mais claros, duros e polidos.
Ainda nos blocos, gostei de ver o Alexis evoluindo nos problemas e surpreendendo, passando pelo clássico Febre Reumática V5 em flash! A vibe tava muito boa, todos se divertindo com as pedras e nada mais além de pedras…
A única coisa lamentável mesmo, foi o “esperto” que vos escreve ter esquecido a filmadora ligada da noite pro dia, zerando sua bateria. Uma pena, pois o evento foi digno de documentação. Falando nisso, aproveitei a memória fresca na cabeça e atualizei o “Mapa de Escaladas“, último lançamento de utilidade pública do Escalada Café:
http://www.escaladacafe.com.br/mapa/paraiso-dos-bordis
http://www.escaladacafe.com.br/mapa/pedra-da-piedade

Eu no momento em que o “Psyco” se junta ao “Cavernoso” – Paraíso dos Bordis (foto do Alexis)













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